segunda-feira, 4 de julho de 2016

Rio2016: The Olympic Games in Brazil and its succession of errors


 #Rio2016: Os Jogos Olímpicos no Brasil e sua sucessão de erros


Rio2016: The Olympic Games in Brazil and its succession of errors

The IOC holds in his hands the biggest event on the planet. Nothing beats the media interest of the Summer Olympics. When a country decides to run and then hosting the mega event, a number of requirements are required.

Many countries have developed given up Olympic applications against the heavy demands of the IOC. Including much discussion about creating Olympic legacy, spending and high sizes too much even for rich countries.

The few examples of effective success of the Olympic Games - as the case of Barcelona 92, the most famous of them - worked with pre strategic requirements to achieve their high performance.

The equation is complex beyond: Balanced sources of funding between the public sector and the private sector and its proper allocation of resources. Barcelona, ​​for example, had 40% of public resources. 40% of companies and 20% of Olympic background. The investment, today's values, it was amazing 17 billion euros.

The return to the city's economy was almost three times that amount, especially with the induction of different sectors of the economy, major restructuring of the city's infrastructure, especially tourism. The city became completely and definitively positioned with one of the most important tourist destinations in Europe. His increasingly depends on the tourism economy. Without the Games would never have reached such a level.

Barcelona, ​​as well as Sydney, Beijing and London have applied solid concepts to return in his very heavy investment. But to this day no other city has reached the return of the capital of Catalonia.

Brazil decided it would embark on a risky game, host the World Cup in 2014 and the 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro.

The bill, everyone knew it would be salty, something well above the R $ 55 billion.
Politicians, sports officials and even the press entered the illusion created we needed and deserved such relevance.

Host major events followed require a serious project, professional, highly oriented to the intelligence of the use of public resources, active participation of the private sector, the idea of ​​the multiplier effect of investment and most importantly, the legacy.

The changes due to the large events can positively change a city and a country or sink it. Unfortunately irresponsibility, superfuramento works, corruption and no respect for public resources simply did not exist in Brazil.

Yes, that word so easily used on the lips of politicians simply become an illusion in the Brazilian project, both the World Cup and the Olympic Games. Unfortunately we are more like South Africa than Germany in the World Cup and we are a Question Greece and not in terms Barcelona Olympics.

Although tourists come to RJ and positively impact the GDP, will be a drop in an ocean of nonsense spending and lack of minimal planning. To make matters worse we have grave news of Brazilian problems. An example, as foreigners watched on TV around the world to drop the bike path of Niemeyer.

The concept of mega events economic impact should always consider their net impact. This means calculating the positive impact of new tourists who came to the event less to come but stopped going.
London, for example, suffered greatly from the loss of tourists not interested in going to the city in the midst of the Games. There gains on one side and the other losses.

The Rio Games, unfortunately, beyond the small economic impact, we well as with the World Cup, a series of white elephants in a country that besides being far from Olympic has a population each day more obese and sedentary, deficits in public accounts and a salt account to pay for all Brazilians, without any return possibility in the long term for the country.

It really is all wrong.

During the 2014 World Cup, our brilliant rulers decided to enact holidays to soften their inability to run the cities during the games. This irresponsible and disconnected decision of the reality of a country with such a strong economy decreed the end of the illusion created by the rulers.

For many large cities worked during the event were enacted holidays. According to the study Fecomercio (Federation of Trade of São Paulo), calculate the real impact of this irresponsibility was R $ 30 billion in the economy and other R $ 40 billion in increased employee costs, overtime.

Yes, they managed to spend even two World Cups in Brazil in losses to the economy. The country declared the beginning of its recessionary and inflationary economic nightmare with the World Cup.

And with the Rio de Janeiro living the biggest crisis in its 451 years of life it seems that history will repeat itself.

The solution found by the Rio de Janeiro state governments was to decree a state of emergency.

Already, the Brazilian Olympic Committee, Dredging million of public funds for years, decided to quietly importing athletes from other countries to try to improve the country's performance in the medals table.

As if the problem were the medals.

Poor Brazil.

#Rio2016: Os Jogos Olímpicos no Brasil e sua sucessão de erros 
 O COI detém em suas mãos o maior evento do planeta. Nada supera o interesse midiático dos Jogos Olímpicos de Verão. Quando um país decide se candidatar e posteriormente ser o anfitrião do megaevento, uma série de exigências são requeridas.

Muitos países desenvolvidos já desistiram de candidaturas olímpicas em função das pesadas exigências do COI. Inclusive muito se discute sobre como criar legados olímpicos, com tamanhos gastos e altos demais até para países muito ricos.

Os poucos exemplos de sucesso efetivo dos Jogos Olímpicos – como o caso de Barcelona 92, o mais famoso deles – trabalharam com pré requisitos estratégicos para atingir sua alta performance.

A equação é para lá de complexa: Equilíbrio nas fontes de financiamento, entre o setor público e a iniciativa privada e sua correta alocação dos recursos. Barcelona, por exemplo, teve 40% dos recursos públicos. 40% de empresas e 20% do fundo olímpico. O investimento, a valores de hoje, foi de incríveis 17 bilhões de euros.

O retorno para a economia da cidade foi quase 3 vezes esse valor, especialmente com a indução de diferentes setores da economia, profunda reestruturação da infraestrutura da cidade, especialmente a turística. A cidade se transformou completamente e se posicionou definitivamente com um dos mais importantes destinos turísticos da Europa. Sua economia cada vez mais depende do turismo. Sem os Jogos jamais teria alcançado tal patamar.

Barcelona, assim como  Sidney, Pequim e Londres aplicaram conceitos sólidos para retornar em muito seu pesado investimento. Mas até hoje nenhuma outra cidade atingiu o retorno da capital da Catalunha.

Brasil decidiu que iria embarcar em um arriscado jogo, sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

A conta, todos sabiam que seria salgada, algo bem superior aos R$ 55 bilhões.
Políticos, dirigentes esportivos e até parte da imprensa entraram na ilusão criada que precisávamos e merecíamos tal relevância.

Sediar grandes eventos seguidos exigem um projeto sério, profissional, altamente orientado para a inteligência da utilização dos recursos públicos, participação ativa da iniciativa privada, aplicação do conceito de efeito multiplicador dos investimentos e o mais importante, o legado.

As mudanças por conta dos grandes eventos podem mudar positivamente uma cidade e um país ou afundá-lo. Infelizmente a irresponsabilidade, superfuramento de obras, corrupção e nenhum respeito aos recursos públicos simplesmente não existiram no Brasil.

Sim, essa palavra tão facilmente utilizada na boca de políticos simplesmente virou uma ilusão no projeto brasileiro, tanto da Copa como dos Jogos Olímpicos. Infelizmente estamos mais parecidos com a África do Sul do que Alemanha no quesito Copa do Mundo e somos uma Grécia e não Barcelona em termos de Jogos Olímpicos.

Ainda que os turistas venham ao RJ e impactem positivamente o PiB, será uma gota em um oceano de gastos absurdos e falta de um mínimo de planejamento. Para piorar temos notícias graves dos problemas brasileiros . Um exemplo, como os estrangeiros assistiram pela TV em todo o mundo a queda da ciclovia da Niemeyer.

O conceito de impacto econômico de megaeventos deve sempre considerar seu impacto líquido. Isso significa calcular o impacto positivo dos novos turistas que vieram para o evento menos os que viriam mas deixaram de ir.
Londres, por exemplo, sofreu muito com a perda de turistas que não se interessaram em ir à cidade em meio aos Jogos. Houve ganhos de um lado e perdas do outro.

Os Jogos do Rio, infelizmente, além do pequeno impacto econômico, teremos assim como ocorreu com a Copa, uma série de elefantes brancos num país que além de estar longe de ser olímpico tem uma população cada dia mais obesa e sedentária, déficits nas contas públicas e uma salgada conta para pagar por todos os brasileiros, sem nenhuma possibilidade de retorno no longo prazo para o país.

Realmente está tudo errado.

Durante a Copa de 2014, nossos geniais governantes decidiram decretar feriados para amenizar sua incapacidade de fazer funcionar as cidades durante os jogos. Essa decisão irresponsável e desconectada da realidade de um país com uma economia tão pujante decretou o fim da ilusão criada pelos governantes.

Para que muitas grandes metrópoles funcionassem durante o evento foram decretados feriados. Segundo o estudo da Fecomercio (Federação do Comércio de São Paulo), o cálculo do real impacto dessa irresponsabilidade foi de R$ 30 bilhões na economia e outros R$ 40 bilhões em aumento dos custos de empregados, com horas extras.

Sim, conseguiram gastar o mesmo que duas Copas do Mundo do Brasil em perdas para a economia. O país decretou o início de seu pesadelo econômico recessivo e inflacionário com a Copa.

E com o Rio de Janeiro vivendo a maior crise em seus 451 anos de vida parece que a história se repetirá.

A solução encontrada pelos governantes fluminenses foi decretar estado de calamidade pública.

Já, o Comitê Olímpico Brasileiro, que draga milhões de recursos públicos há anos, decidiu sem alarde  importar atletas de outras nacionalidades para tentar melhorar o desempenho do país no quadro de medalhas.

Como se o problema fossem as medalhas.

Pobre Brasil.
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