segunda-feira, 29 de junho de 2015




Another interesting article by José Cruz Blog, confer this information ...

Aldemir Teles

Professor of the Physical Education School of the University of Pernambuco

The DIESPORTE, National Sports Diagnosis, released last Monday, reproduces some data already known. Others, though unpublished, no surprise, except for the percentage values ​​found.

Among other mistakes made in the diagnosis, one of the clearest and drew attention of experts, was not properly categorize sport and physical activity. Thus, "gym", which is neither sport or physical activity, came in two categories as the most "committed".

Sports like futsal is less practiced than "gym" but has no place in the list of the most practiced physical activities such as volleyball, for example. Research fault also for not presented in detail the methodology, in addition to data on infrastructure and funding as promised.

Sedentary Lifestyle

The number of sedentary presented in the document is not new, so it should come as no surprise to the minister George Hilton. According to the survey VIGITEL 2014 (Risk and Protective Factors for Chronic Diseases Surveillance through telephone) of the Ministry of Health, 48.7% are sedentary. The Diesporte points to 45.9% of sedentary.

Although confused and therefore not very clear, some of the diagnostic data, and other studies suggest that the origin of the problems presented as inactivity, obesity, etc. They are in school. They are due to the failure of the educational proposals for the discipline of physical education and how the sports content came to be regarded and treated pedagogically, after the end of the 1980s.

Circular causality

This occurred with the emergence of the Marxist current, in this period, consisting of professors from various universities in the country. The movement proposed a "critical-surpassing theory" for physical education and sport. "The child who practice sport respects the rules of the game ... capitalist" it was one of the motes. The movement influenced and still influences strongly thousands of academic physical education throughout Brazil. The now ex-academics are the current teachers who, somehow reproduce such theories.

The numbers point to the arguments put forward here. Here are some of them:

1 - In the National School of Health Research (PeNSE 2012), 63.1% of the assessed adolescents students were considered insufficiently active (less than 300 minutes of accumulated physical activity in the seven days preceding the evaluation).

2 - The Diesporte points out that 69.3% had start in the sport between 6 and 14 years. The data shows that at least 30% of young people in this group, school-age, did not have access to sport.

3 - The beginning of sports took place at the School / University for 48% of respondents. This means that more than half of the subjects had no opportunity to learn in school sports; and others only had access to sport to reach the university. How is it that the country that you want to be Olympic power?

4 - The survey reports that 45% of people drop out of physical activity and sport between 16 and 24 years. But they have barely begun ...

I am increasingly convinced that the task of changing the habits of Brazilians in relation to regular physical activity and sport is not the Ministry of Sport, but the Ministry of Education.

It is in school where universalized culture and knowledge, which the student can learn about the importance of physical activity and sport, the knowledge of how, when and why to practice, but pleasure for the movement.

More than become a sports power, it is necessary to develop the country's culture around the sport. And that is a role, especially school. The figure illustrates the consequences for any sporting system, the lack of investment in school sport. Professor Gustavo Pires calls the theory of "circular causation".





Mais um interessante artigo do Blog do José Cruz, confiram essas informações…
Aldemir Teles

Professor da Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco

O DIESPORTE, Diagnóstico Nacional do Esporte, divulgado na última segunda-feira, reproduz alguns dados já conhecidos. Outros, embora inéditos, não surpreendem, a não ser pelos valores percentuais encontrados.

Entre outros equívocos cometidos no Diagnóstico, um dos mais evidentes e que chamou atenção de especialistas, foi não categorizar adequadamente esporte e atividade física. Assim, “academia”, que não é nem esporte nem atividade física, entrou nas duas categorias como dos mais “praticados”.

Esportes como o futsal é menos praticado do que “academia”, mas não tem vez na lista entre as atividades físicas mais praticadas, como o voleibol, por exemplo. A pesquisa falha, ainda, por não ter apresentado detalhadamente a metodologia, além dos dados sobre infraestrutura e financiamento, como prometido.

Sedentarismo

O número de sedentários apresentado no documento não representa novidade, por isso não deveria causar surpresa ao ministro George Hilton. Segundo a pesquisa VIGITEL 2014, (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, são 48,7% de sedentários. O Diesporte aponta para 45,9% de sedentários.

Embora confusos e, por isso, pouco esclarecedores, alguns dados do diagnóstico, e outros estudos, sugerem que a origem dos problemas apresentados, como sedentarismo, obesidade etc. estão na escola. Devem-se ao fracasso das propostas pedagógicas para a disciplina de educação física e a forma como o conteúdo esporte passou a ser conceituado e tratado pedagogicamente, após o final da década de 1980.

Causalidade circular

Isso ocorreu com o surgimento da corrente marxista, nesse período, formada por professores de várias universidades do país. O movimento propunha uma “teoria crítico-superadora” para a educação física e para o esporte. “A criança que pratica esporte respeita as regras do jogo… capitalista” foi um dos motes. O movimento influenciou e ainda influencia, fortemente, milhares de acadêmicos de educação física Brasil afora. Os agora ex-acadêmicos são os atuais professores que, de alguma forma, reproduzem as tais teorias.

Os números apontam para os argumentos defendidos aqui. Vejamos alguns deles:

1 – Na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2012), 63,1% dos alunos adolescentes avaliados foram considerados insuficientemente ativos (menos de 300 minutos de atividade física acumulada nos sete dias anteriores à avaliação).

2 – O Diesporte aponta que 69,3% tiveram iniciação no esporte entre os 6 e 14 anos. O dado demonstra que ao menos 30% de jovens nessa faixa, em idade escolar, não tiveram acesso à prática esportiva.

3 – O início da prática esportiva ocorreu na Escola/Universidade para 48% dos pesquisados. Isso significa que mais da metade dos sujeitos não tiveram oportunidade de aprender esportes na escola; e que outros só tiveram acesso ao esporte ao chegar à universidade. Como se explica isso no país que pretende ser potência olímpica?

4 – A pesquisa informa que 45% das pessoas abandonam a prática de atividade física e esporte entre 16 e 24 anos. Mas eles mal começaram…

Estou cada vez mais convicto de que a tarefa de mudar os hábitos dos brasileiros em relação à prática regular da atividade física e do esporte não é do Ministério do Esporte e sim do Ministério da Educação.

É na escola, onde se universaliza a cultura e o conhecimento, que o aluno pode aprender sobre a importância da prática da atividade física e do esporte, o conhecimento de como, quando e porque praticar, além do prazer pelo movimento.

Mais do que se tornar uma potência esportiva, é preciso desenvolver no país a cultura em torno do esporte. E esse é um papel, especialmente, da escola.  A figura ilustra as consequências, para qualquer sistema esportivo, da falta de investimento no esporte escolar. O professor Gustavo Pires chama de teoria da “Causalidade circular”.
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