segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Jornalista Cláudio Nogueira lança e-book sobre o Vasco Grande amigo e parceiro do Korfebol Brasileiro




Em seu trabalho, Nogueira explica como a instituição, fundada no Centro por imigrantes portugueses e descendentes, instalou-se no bairro de São Cristóvão.

— Além do preconceito que o Vasco sofria por ter sido o primeiro clube a escalar jogadores pobres, negros e nordestinos, havia um ranço por conta de o time não ter um estádio. Foi quando os torcedores iniciaram uma vaquinha para comprar um terreno, entre 1925 e 1926, antes uma pequena chácara que pertencia à Marquesa de Santos no século XIX. Curiosamente, ela era amante do imperador Dom Pedro I, que morava ali perto, na Quinta da Boa Vista — relata.

As obras começaram e o estádio foi inaugurado no dia 21 de abril de 1927, na derrota do Vasco por 5 a 3 para o Santos. Nogueira lembra que o Vasco então se firmou como um clube da Zona Norte, mais ligado ao subúrbio.

— É o único entre os quatro grandes do Rio com sede histórica na região. São Januário chegou a ser eleito a “maravilha da Zona Norte” — detalha Nogueira.

Autor de cinco livros impressos (sendo dois sobre o clube cruzmaltino: “Time do meu coração Vasco” e “Os dez mais do Vasco da Gama”), o jornalista explica por que preferiu fazer um livro eletrônico:

— É mais barato do que publicar uma obra impressa, além de ecologicamente mais correto. Acaba também sendo uma obra em aberto, com a possibilidade de atualizações. Por exemplo, caso o Vasco conquiste o tricampeonato estadual este ano, ou caso haja outro fato relevante. Creio que o e-book hoje esteja para o livro impresso como o site está para o jornal. É algo para o futuro, mas presente — avalia o jornalista. — Eu tive dificuldades para achar editoras. Foi quando encontrei o Cesar Oliveira, do site “livrosdefutebol.com.br”. Ele tem o projeto de lançar 50 e-books até o início da Copa do Mundo de 2018.

O jornalista afirma ainda que há um preconceito com a literatura esportiva no país.

— Em 2006, quando escrevi meu primeiro livro, “Futebol Brasil memória”, um editor disse que eu deveria jogá-lo no lixo, pois torcedor de futebol não lê nem jornal, quanto mais livro… É uma pena esse tipo de pensamento, pois muitos garotos de 14, 15 anos que gostam de futebol poderiam pegar o hábito da leitura graças à literatura esportiva — finaliza.
 
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